Viver

Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Fácil é ver o outro e julgar, dificil é estar no lugar
Muitos momentos da vida precisamos estar em perfeita sintonia, pra conseguir entender o fluxo das coisas, se não você enlouquece. Tristezas, stress, euforias, tudo mexe muito com a gente de uma forma incrivel as vzes bom e outras nem tão assim. Hoje vivi uma situação que tive que fazer o que fizeram comigo a algum tempo atrás, não me senti nada bem, tive que ser o mais "franca" possivel e isso dói maxuca mas não nos faz mudar de opinião. E lembro que julguei muito quando foram "franco" comigo.. o mais sincero possivel, e não consegui compreender na época. Porém hoje entendo e quero muito dizer, que TUDO mas quando eu digo TUDO é TUDO mesmo viu. É reversivel.. quando tu falas algo é só no momento o teu nunca mais a tua revolta, na hora ela é a mais pura verdade, o teu ideal, ou a tua felicidade, nada brilha mais do que ela. Pois é mas isso é mentira.. o tempo passa e é muito claro ver como todos são maleaveis e mudam de ideias e ideais, te machucam, te alegram, e isso não é um estado real, quer dizer no momento é. Passa 1ano ou mais ou vezes depende da situação. E tudo muda. E muda muito, quero dizer, não esperem sentados não seja o que quer que queram, um emprego, um amor ou uma ajuda. As palavras uma vez que ditas não podem ser engolidas novamente, mas pode-se falar novas falavras em cima daquelas e construir uma nova realidade.

A vida me ensinou a nunca desistir. 
"Na minha vida tudo acontece
Mas quanto mais a gente vive, mais a gente cresce" 

Beijinhos.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Histórias gregas!

LISÍSTRATA – A GREVE DO SEXO


         Lisístrata foi uma comédia apresentada em 411 a.C, nos últimos anos da guerra do Peloponeso que perdurava por 20 anos, apesar de ser uma comédia, representa um latente apelo à paz.
         De acordo com a peça, as mulheres foram lideradas pela ateniense Lisistrata em um propósito completamente inusitado para a época. As mulheres das cidades gregas, que viviam as conseqüências da guerra do Peloponeso, decidiram fazer uma greve de sexo e invadir a acrópole, onde eram guardados os tesouros atenienses. Elas conseguiram a colaboração das vizinhas e de diversas outras mulheres, fazendo a invasão.
          O coro de velhos tenta expulsar as mulheres com tochas de fogo, porém é impossibilitado pelo coro de velhas, são realizadas tentativas para prender Lisistrata, mas sem êxito.
         O objetivo das mulheres era manter a greve de sexo até que seus maridos parassem a luta e estabelecessem a paz, para que as duas cidades vivessem em paz.
         É incrível perceber como as mulheres daquele tempo já possuíam o anseio reprimido, mas ousado de domínio e de mostrar o valor da força feminina, mesmo vivendo em uma sociedade machista onde nem eram consideradas cidadãs. As mulheres daquele tempo não tinham voz ativa ou direitos, eram apenas marionetes dos maridos. Mesmo assim elas percebem que algo estava errado, e tentam usar uma de suas armas mais poderosas para serem ouvidas pelos homens; o sexo. Uma chantagem que deu certo.         Trazendo essa história para nosso cotidiano percebemos, que existem muitas “Lisistratas” hoje em dia em nossa sociedade infiltradas nas casas, no trabalho e na vida cotidiana. Vida esta que exige uma força suprema das mulheres para que estas consigam desempenhar inúmeros papéis e funções simultaneamente. As mulheres de hoje tem de serem mães, mulheres, amantes, profissionais, sendo cobradas e responsabilizadas pela criação e felicidade dos que dependem de si.
         As mulheres atuais continuam querendo ser ouvidas, apesar de  possuírem os mesmos direitos que os homens, pelo menos legalmente, pois o preconceito ou as diferenças de tratamento e valorização ainda existem na prática. Sabe-se que inúmeras mulheres são tratadas com inferioridade ou como se fossem incapazes de serem melhores ou iguais que os homens em competência.
         Existem mulheres que percebem a sutileza presente no sexo, percebendo-o como uma arma tão poderosa, a greve de sexo pode ser um recurso, talvez desesperado, utilizado em algum momento na vida das mulheres, capaz de desarmar um homem hetero.
         No passado descrito por Aristófanes, a greve de sexo foi uma tentativa real, de acabar com uma guerra de verdade, pois na época que foi apresentada a peça, Atenas passava por um período difícil. Uma fina ironia e um assunto que até hoje encanta o ser humano, talvez a mais maliciosa das comédias do irreverente Aristófanes.
         Acredito que ele fez a densa união entre o amor e o erotismo, divididos por uma linha tênue, revelando um assunto tão profundo que como a emancipação feminina. Quando no fim os homens, descontentes com a situação, e totalmente á mercê do próprio extinto, decidem desistir, e optar pela paz, persuadidos pela graciosidade, beleza e conciliação, adaptada na peça por uma bela mulher atraente fica comprovada a força do sexo frágil.
         Vejamos que nisso tudo, assim como na literatura grega, há muito de indispensável, de natureza íntima, de mágica e sentimento. Ela deixa claro o fato do ser humano ceder aos seus desejos mais carnais, que por eles somos capazes de revogar diversos ideais só para satisfazê-los.
         Uma frase que me vem à minha mente seria: “sempre por trás de um grande homem, existe uma grande mulher”; eu a alteraria para, “sempre por trás de uma grande mulher, existe um grande homem”. Mas não um homem de carne e osso, e sim um homem na mente das mulheres que as faz lutar como rivais, para obter seu espaço igualitário no mundo; quando na realidade deveriam agir como aliadas, assim como as mulheres lideradas por Lisistrata. Unidas por um objetivo comum, cientes de que suas vidas, por mais diferentes que possam ser em suas particularidades são extremamente semelhantes em seus sonhos e desejos; o amor, a felicidade, a paz.