Viver

Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.

domingo, 8 de maio de 2011

Minha visão sobre documentário Arquitetura da destruição.

A barbárie de Hitler

Adolf Hitler nasceu na cidade de Braunau em Inn, na Áustria. Seu fraco desempenho escolar o fez abandonar o colégio com 16 anos.
            Em meados de 1907 esse jovem austríaco de 18 anos, apaixonado por ópera, arte e arquitetura, é recusado na academia de Belas Artes de Viena.
            O início da primeira Guerra Mundial o impele a se alistar na infantaria alemã. Mesmo condecorado duas vezes por bravura, é tido como inapto para promoção por não demonstrar liderança, acabando no hospital depois de sofrer um ataque com gás.
            Para compreender o documentário Arquitetura da Destruição, acredito ser crucial absorver estes conhecimentos sobre a vida dele, antes de seu Ideal de raça perfeita.
            Um grande adorador de Richard Wagner, dá inicio aos seus primeiros objetivos para o futuro da Alemanha, dentre eles o de transformar Linz em um centro cultural, portanto, ele detinha uma enorme admiração pela antiguidade, pela estética perfeita das artes greco-romanas. Sua visão pela arquitetura faraônica é exposta como fonte aspirante para a formação e desenvolvimento do regime autocrático e dos ideais nazistas (grande uso publicitário, embelezamento do mundo, pois o maior princípio da beleza seria a saúde, criação de um novo homem). Com objetivo de dominação, não poupou esforços.
            Acredito, que o museu era o maior gerador de tendências, mudanças e ideologias da época, visto que “o grande Hitler” tinha aversão às artes modernas como o cubismo e o dadaísmo, considerando-as de mau gosto, degeneradas, semelhantes às deformações das pessoas deficientes físicas e mentais, chegando a criar exposições fazendo tais comparações mostrando que aquilo não era vida, e que não tinha que existir no mundo, que aquilo deveria ser banido.
            Os deficientes deveriam ser eliminados, assim como os judeus, os quais ele chamava de vermes. Usando a arte, cinema, criando propagandas para emitir um orgulho de ser ariano nas pessoas, para que aderissem seu ideal, como o Opfer 1937 “vítimas do passado”, um filme criado pelos nazistas.
            A criminalidade foi gritante na época, como eutanásias, cremações, intoxicação á gaz, pessoas mortas sem necessidade real e falsidades ideológicas. Algo completamente sem escrúpulos foi o curso de medicina nazista criado na época para médicos já formados, fazerem as pesquisas, detalhe, para se descobrir a cura da epilepsia, por exemplo, precisaria abrir o crânio de judeus “a sangue frio”? Ou então, para saber por que gêmeos nasciam e como se dava o processo, era necessário abrir as grávidas vivas? Não se pode negar que ele conquistou avanços na medicina, mas seu objetivo maior era curar a sua raça de qualquer anomalia, para isso ele teria que matar todo o resto, ato chocante e marco verdadeiro, isso jamais pode ser esquecido.
            Em 1938 almejava uma Berlim, que seria a nova Paris, após sua construção, Paris seria apenas a sombra de Berlim. Ataca a Holanda e Bélgica, invade a França em 1940, ataca a Grécia e Iugoslávia, proíbe o bombardeio em Atenas, por ai já se percebe o que citei no início, sua adoração pela arte antiga gritava, fracassa com a Inglaterra.
Eu como descendente de Poloneses, sempre me interessei por essa guerra e por Hitler em si, vi alguns dos filmes, A Lista de Schindler, A vida é Bela, Operação Valquíria, O Menino do Pijama Listrado, entre muitos outros que narram essa guerra como conteúdo principal, algo que me surpreendeu e que não era mostrado com tal ênfase, era o interesse dele pelas Artes em si, que fica evidente no Arquitetura da Destruição, nos dando a entender, que tudo teria iniciado talvez por sua aversão a arte degenerativa.
             Acredito que ele já possuía esse ideal sucumbido no seu interior. Louco, insano, frio, frustrado, suicida, visionário, vingativo tantos outros adjetivos poderiam ser atribuídos a Adolf Hitler.
            Não é motivo de orgulho falar dele no meu ponto de vista, e sim mostrar o que uma mente depravada e sem controle é capaz de fazer, que o ser humano não tem limites na maioria da das vezes quando tem um ideal, e é falando de Hitler, que podemos entender talvez Saddam Russein, Francisco Franco e Omar Muammar Gaddafi entre outros ditadores do mundo que cometeram atrocidades e não mediram esforços para conquistar seus objetivos.
            Hitler deve sempre ser lembrado por seu marco na história de preconceito e aversão a miscigenação de raças por seu intuito de beleza a um novo homem, fazendo qualquer coisa por isso, por sua impetuosidade e esperança, de até o fim acreditar que poderia ganhar a guerra e “purificar” o mundo, a autoridade de Hitler permaneceu viva até o momento em que se matou em 1956, só este fato mostra que ele não aceitava uma derrota. Adolf o artista, Adolf o assassino, preferia morrer ao ver isso e seu objetivo fracassar, matando-se aos 56 anos