Viver

Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Desabafo de uma estudante!

Esse fatídico episódio do Enem me atingiu profundamente. Logo, não posso deixar de me posicionar acerca desse assunto. Primeiramente cogitei mandar uma carta ao Ministro da Educação exigindo uma ação, porém receio que receberia uma resposta como “O país agradece a sua preocupação, faremos o possível”. Não quero respostas prontas, quero uma solução.
Essa irresponsabilidade do governo é inaceitável, visto que não são só os estudantes prejudicados, mas, principalmente, o país inteiro. São 4,6 milhões de inscritos na seleção unificada que tiverem seu sonho de entrar numa universidade desrespeitado. Nessa difícil etapa, o pré-vestibulando sofre psicológica e fisicamente. Eu, como uma típica estudante, acordo às 5:30 da manha e após um longo e árduo dia de estudo volto para casa às 23 horas sem folgas nem em feriados. O stress é tanto que é preciso o uso de remédios para que o corpo possa agüentar. Realizar sonhos exige sacrifícios, porém o governo parece brincar com a minha vida e com a de milhares de estudantes.
O processo de seleção unificada desse ano teve muitos erros, as mais divulgadas foram as falhas no cartão de resposta e as provas amarelas que faltavam questões. Muitos candidatos foram prejudicados, o MEC estima que cerca de 2.000 estudantes tenham recebido o caderno de perguntas com questões duplicadas e outras faltando. Além disso os cartões de respostas estavam com a ordem do cabeçalho trocado. Porém, de acordo com o presidente do Inep esse erro foi considerado
“menos grave”.

Mas, para mim, uma participante da seleção, o erro mais grave foi, sem dúvida alguma, a lisura. De acordo com o edital estava proibido o uso de lápis, borracha e qualquer aparelho eletrônico, porém não houve uma fiscalização de fato acerca disso. Tamanha foi a escassez de ética no processo que foi publicada na veja, no dia 7 desse mês, uma reportagem sobre alunos que ficaram 
“twittando”( usufruir do twitter, uma rede social) durante a
 prova. Repito, houveram casos de pessoas com acesso a internet durante a prova.
Esses erros comprometem a competição entre os candidatos, indo contra o direito de igualdade de todo cidadão. São 5565 municípios em 27 estados. Como garantir uma segurança e igualdade plena na aplicação das provas em todo país? Se houveram casos de acesso a uma rede social durante a prova, quem garante que outros recursos não tenham sido usados? A falta de fiscalização adequada coloca em desigualdade diversos candidatos. E, acredite, numa prova de matemática recursos a mais, como uma calculadora, fazem muita diferença.
Sem dúvida esse foi um episódio vergonhoso para o país, mas o pior reflexo virá futuramente. Essa semana foi publicado uma reportagem na exame que afirma que atualmente o Brasil está com a maior parte da população como economicamente ativa, porém daqui 20 anos a situação irá se inverter e seremos nós, futuros e atuais universitários, que garantiremos a sustentabilidade da economia. Ou seja, essa seleção irá definir não só a vida de 4,6 milhões de pessoas, como também a estabilidade do Brasil num futuro próximo. Por isso, mais do que nunca, é preciso um processo seletivo justo e igualitário em que os candidatos tenham iguais condições, garantindo-se, assim, que os estudantes melhores qualificados sejam aprovados.
Na teoria a criação do Sistema de Seleção Unificada garantiria uma maior integração e mais oportunidades aos estudantes, porém, na pratica, não é bem assim. Primeiramente, organizar o processo de seleção de tamanha magnitude exige muitos recursos e seriedade, o que, infelizmente, não foi observado esse ano. Outro fator de grande relevância é que antes do SISU ser criado era preciso garantir a igualdade, ou no mínimo proximidade, entre as instituições de ensino no país. Como todos sabemos, a discrepância entre escolas públicas e privadas é acentuadíssima, ou seja, os estudantes estão longe de competir em igualdade. Por isso, lamentavelmente, a situação das escolas públicas no Brasil acaba por elitizar esse processo seletivo.
A organização de uma prova de tamanha importância e grandiosidade exige muita atenção. Garantir igualdade aos competidores é, sem dúvida, um dos pontos principais para se fazer uma seleção com êxito. Está na hora do Brasil levar a sério no mínimo as questões que dizem respeito ao seu futuro.



Com indignação: Ana Carolina S. Zdradek. 



quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

De Férias..

Aproveitando um pouco da maior praia do mundo meu pequeno Cassino Rs, pra quem não conhece vale a pena cresci uma boa parte da minha vida em Manaus/AM mas nunca esqueci da minha praia. Adorooooooooooo esse textinho do " Eu quero menos " tudo haver com verãozinho.





Menos roupa.
Menos cabeça quente.
Menos falta de tempo.
Menos resolver tudo por email.
Menos distância.
Menos complicação.

Eu quero é menos, porque o menos é mais!
Ahh, eu quero menos pra mim, e quer saber ?
Eu desejo o mesmo pra você!